terça-feira, 1 de agosto de 2017

uma lágrima, um amigo


sufocada num álbum de recordações


sonhando acordada, dormi com você


sorriso amarelo num tom degradê


segredos de versos naufragados e sem tempo


sinto no peito uns dez balaios de gatos


solidão a me acompanhar


se voltar, não faça espanto


um novo rosto atrás do mesmo véu


pensando em vestido branco


outros olhos e armadilhas


o tempo descontente ao redor


não via Deus, achava assombração


o sol não pode viver perto da lua


não tenho quem tem dó de mim (palhaço do amor)


juntando o antes, o agora e o depois


faz nossos relógios caminharem lentos


eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus


esquecendo de viver o momento